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CDL CG alerta que medidas proibindo prova de produtos atrapalham o comércio


A proibição para que as peças nas lojas de vestuários sejam provadas tem dificultado ainda mais o processo de retomada econômica em Campo Grande - MS, neste período de pandemia do COVID-19.

O retorno das atividades foi condicionado a tal proibição, com base na Resolução número 39, publicada pela SEMADUR - Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e pelo Decreto número 14.241, de 8 de abril de 2020. Mesmo sendo seguidas todas as medidas de biossegurança, as provas de roupas e sapatos não podem ser realizadas nas lojas.

Adelaido Vila, presidente da CDL CG - Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande destacou que medidas preventivas têm sido adotadas com sucesso, em estados como Espírito Santo e Paraná. "O risco de a pessoa levar a peça até a sua residência para realizar a prova aumenta o deslocamento e faz com que a roupa, ou o sapato, comprados estejam mais expostos. Assim, em caso de troca, aquela peça que foi e voltou, possui uma possibilidade maior de contribuir com a propagação do vírus. Em outras regiões, já se adotou a utilização de equipamentos a vapor para a higienização imediata dos produtos, após a prova das mesmas".

O presidente destacou que é alternativa que pode garantir o retorno do consumidor. "Muitas pessoas desistem das compras, simplesmente por não poderem provar e não querem ter o retrabalho e realizar trocas posteriores. E, neste período de pandemia do COVID-19, fica ainda mais penoso para o empresário perder uma venda".

Para Adelaido Vila, essa discussão precisa acontecer para que alternativas sejam encontradas, dentro dos padrões de biossegurança e que favoreçam o aquecimento da economia local. "Temos todo o interesse em atender as normas de biossegurança, mas precisamos dessa sensibilização do Prefeito Marcos Trad, para entender que há alternativas que facilitam para o empresário manter suas vendas".

O presidente da CDL CG reforça que é uma exigência que traz dificuldades para o comércio em geral. "Temos recebido inúmeras queixas tanto dos lojistas, quanto dos consumidores sobre o constrangimento de não poder provar os produtos. Muitas vezes, o consumidor acaba fazendo uma prova no canto da loja, sem a devida permissão do proprietário, ou do vendedor, pois os provadores estão restritos e a situação fica até humilhante para todos".

Alternativas

A situação exige discussões urgentes. O poder público municipal precisa ouvir as necessidades dos empresários, bem como as alternativas de biossegurança, para flexibilizar a Resolução que proíbe a prova de roupas e sapatos.

A CDL CG compreende a preocupação quanto ao período de pandemia, mas solicita a atenção para as medidas preventivas, com base nas ações de biossegurança, para que equipamentos a vapor, ou mesmo o tradicional ferro elétrico possam ser inseridos na higienização imediata das peças, logo após a prova realizada pelo consumidor.

Tais medidas foram adotadas no Paraná e no Espírito Santo, com apoio das associações, que orientam a prática da higienização imediata do produto após a prova e o retorno à exposição nas lojas.

 




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